sexta-feira, 21 de março de 2008

PSEUDODEMOCRACIA


Ouviremos de novo os entediantes slogans das campanhas políticas, recheados de promessas mirabolantes, e dos mesmos discursos que todos nós, Brasileiros, já estamos cansados de ouvir.

Novamente candidatos a prefeito e a vereador ocuparão nossos espaços televisos e radiofônicos, indivíduos que nunca ouvimos sequer dizer o nome, mas que tentarão a todo custo, nos convencer de que suas intenções são as melhores possíveis e para as quais devemos atentar certos de que não seremos decepcionados.

Infelizmente as mesmas ladainhas serão veiculadas e, nós, otários cidadãos da maculada Republica Federativa do Brasil seremos obrigados pelo braço forte e cansado da lei a ir às urnas no mais “consciencioso” exercício de democracia. Mas, que democracia?

Resquício da Ditadura Militar, o voto obrigatório ainda é um acinte à liberdade dos indivíduos. Como no tempo dos coronéis e do famigerado voto de cabresto, os eleitores, agora, não mais sujeitos às ameaças de mandatários impositivos ou pela intimidação dos jagunços, são manipulados em sua liberdade de expressão pela obrigatoriedadade de ir às urnas sob pena de ter que pagar multa – o ônus por não ter votado – ou não poder prestar concurso público etc...

Que Democracia é esta em que não se pode escolher não votar sem receios de sanções posteriores. O Brasil está longe das nações de primeiro mundo neste aspecto, e por insistir em perpetuar tal modelo eleitoral arcaico, permite culposamente que os seus cidadãos fiquem a mercê de toda espécie de mercenários políticos de ultima hora ou mesmo dos profissionais congressistas que já de longa data repetem o mesmo discurso balofo, que de tão velho nem fungos e bactérias não mais se interessam. São estes mesmos indivíduos que proseguem exaustivamente em seu proselitismo político, advogando em causa própria sob o pretexto assistencialista de que são indispensáveis ao povo.

Um misto de histrionismo e presunção perceptível podem ser vistos nestes cabras de múltiplas conjecturas e de versáteis manobrismos locutórios. Táticas conhecidas pelos dinossauros carniceiros que se alimentam das carcaças da nação, o corporativismo, o fisiologismo e os lobbys particulares são as ferramentas para se alcançar objetivos nobres ou não, bem como barrar CPIs na tentativa de que nada seja descoberto.

O que deu a CPI do mensalão senão puro estardalhaço e um show de exibicionismo eloqüente do cacique do PTB, Roberto Jéferson, quem mais se promoveu com tudo isso? Embora tenha tido os seus direitos casados continua desfilando de bom moço. De que direi mais: dos escândalos das ambulâncias, dos dólares na cueca, dos cartões corporativos, do intocável Renan Calheiros, do presidente que nunca sabe de nada?

Todas estas e muitas outras cenas lamentáveis foram pintadas em nosso cenário político brasileiro, e, de certo modo deixaram marcas indeléveis na memória de nossos concidadãos. Pena que brasileiro tenha memória curta. Para terminar direi: Ó Democracia, quantos crimes se cometem em teu nome, ou será pseudodemocracia. Sei lá.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

SINAIS E EVIDÊNCIAS

Existe no mundo indícios óbvios de que estamos vivendo os últimos tempos da igreja na terra. Não precisamos ir muito longe para constatar que existe todo um processso arquitetado por Satanás para afastar cada vez mais os homens da verdade da palavra de Deus e, com isso, manipular com eficácia as mentes e os corações para aderirem consciente ou inconscientemente a um modo de viver comprometido com as trevas. Se pararmos um momento para avaliarmos este fato à luz das sagradas escrituras, contataremos estupefatos que estamos de fato diante de um momento sem precedentes Históricos, uma época que as escrituras descrevem como um período anterior ao arrebatamento da igreja de Jesus Cristo.
E que sinais são estes que comprovam com exatidão profética que estamos em tal período? Basta apenas atentarmos para os fatos em evidência em nosso mundo e chegaremos a um conclusão indubitável de que vivemos a meia-noite do plano de salvação. Esta conclusão é perceptivel não apenas para cristãos que crêem na bíblia, mas também para muitos que mesmo não sendo cristãos aceitam o fato de que o nosso século vive um espécie de anomalia em todos os aspectos da vida.
As nossas sociedades, o nosso modo de viver, as instituições,enfim, todas as instâncias humanas estão sendo como que diretamente envolvidos em uma espécie de conflito que pode ser externo ou interno. Deste conflito surgem indagações concernentes a natureza destas circunstâncias. O que gera mais confusão no coração daqueles que não têm o entendimento que tais acontecimentos são parte de um quebra cabeças espiritual que aos poucos está sendo montado.
A velha batalha do bem contra o mal esta sendo agora travada com mais intensidade do que nunca e o campo de batalha é o coração e a mente dos homens deste século. Um luta que envolve o destino eterno de homens e mulheres. Um combate pelas almas dos homens. Esta intensa escaramuça é visivel. Como estudiosos das sagradas escrituras temos a certeza plena de quem será o verdadeiro ganhador desta guerra. Embora possa parecer que o mal esteja vencendo, é glorioso e confortador saber que Deus está no controle e que por fim irá tomar as rédeas do governo humano e por fim a este estado de coisas atuais.
Uma das claras indentificações deste tempo com o tempo que as escrituras descrevem como o fim dos tempos é sem sombra de duvídas o aumento da iniquidade e da incredulidade. Como toda certeza podemos fazer uma pergunta. Esta mesma pergunta foi proferida pelos lábios sacrossantos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e é: " porventura quando o Filho do homem voltar achará fé na terra? " Podemos fazer esta pergunta baseados na própria vida das pessoas que vivem em nosso tempo. Por vezes falamos de Jesus e acerca de sua morte expiatória, mas não obtemos retorno destas pessoas. Enquanto alguns dizem não ter tempo para enganjamentos religiosos, ou seja, assistir aos cultos de uma igreja assiduamente ou mesmo ser membro da mesma, outras pessoas abertamente negam a inspiração das escrituras com o discurso de que a bíblia foi escrita por homens e que por esta razão não é digna de crédito.
Tais impropérios ou tolices pronunciadas por tais indivíduos revelam claramente que espírito domina as mentalidades deste século, isto é, o espírito do erro. As sagradas escrituras afirmam que por haverem rejeitado a verdade, tais homens foram entregues por Deus a uma vida de desvarios e promiscuidade. Tendo a mente cauterizada e o coração obscurecido não conseguem discernir entre o certo e o errado. Na verdade o que ocorre é uma profunda inversão de valores que ameaçam a decência e a moral de nossa sociedade. O espirito do erro atuante no cenário deste mundo e mencionado pelo Apóstolo em sua epístola aos Tessalonicenses é o responsavel pela decadência e declinio de tal valores.
Não quero com isso dizer que homem não seja responsável. Se o espírito do erro opera em primeiro lugar é porque existe uma permissividade, uma abertura no coração dos homens que cedem aos apelos de Satanás e rejeitam o caminho da verdade. Esta rejeição abre as portas para o pecado e o pecado por sua vez endurece os corações, deixando o caminho livre para o domínio do Diabo.
Em vez de se fazer a vontade de Deus e tributar a ele a devida honra e o louvor, o homem sem Deus envolve-se com as trevas e o engano, adotando estilos de vida contrários às sagradas escrituras e deste modo compromete seu destino eterno. A Bíblia diz que Jesus veio a este mundo para destruir as obras do Diabo. Nesta presente dispensação a graça de Deus é oferecida a todos os homens indistintamente. Se homem aceitar as exigencias de Deus em Cristo será salvo. Caso contrário estará irremediavelmente perdido.
Tais exigências só podem ser cumpridas com a rendição incondicional do indivíduo a Deus e o reconhecimento de seu plano salvífico. Para se viver em vitória e liberto do poder das trevas deste século somente estando abrigado no esconderijo do altissimo. Jesus disse que a porta que conduz os homens aos céus é estreita, ao passo que a que conduz ao inferno e a perdição é larga. Ele ainda acrescenta com enfase que são muitos os que entram por ela lamentavelmente.
O mundo oferece as vantagens materiais e as distrações que acorrentam os homens a um modo de vida reprovavel. A porta estreita representa um caminho oposto as tradiçoes e vontades do mundo. É um caminho que deve ser percorrido com renuncia e desapego ao materialismo e ao viver fútil. É o andar na contramão das convenções humanas para fazer a vontade Deus sem reservas. A porta estreita em suma é o caminho da mortificação do próprio ego pecaminoso para trilhar a senda bendita que conduz a glória sempiterna.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Greetings of Christmas

Brothers and friends in Jesus all over the world. At this glorious night our hearths must be alerts and constantly looking at the sky. I believe of every my soul that God will go to make a light to bright with power. A light of hope and peace which will bring faith and a eternal certain: Jesus will go soon.
When we remember the great and wonderfull history of Jesus and his love for all of us. A voice of rejoyce full our hearths. This message make our lives to be better lived because give us hope. At this Christmas may God to open a new expectative for us and his vitourious church about the earth: WE WILL BE WITH HIM TOGETHER WHEN HE RETURNS FOR TO TAKE US TO THE SKY. Amém. Merry Christmas and happy new year believers in God. Gd bless you!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

THINKING ABOUT THE LAST DAYS AND THE CHRIST COMEBACK


When we are thinking in Christ and his second coming, only there is one real objective: It live with him forever. Our desires and expectatives must be entirely deposited at this hope. If we believe in this fact and in the Bible as the truth of God then we will live expecting always the soon Christ's Comeback for to take his church to the sky.

Our hearths may be looking at the eternal God's promisses. That promisses have garanteed a powerfull certain in ours hearths such as: I will never will be ashamed in trust completely in God. Our ancient fathers put your hope and hearth at this words and died waiting the God's will to be executed.

The Bible says that the God's Will will go remain about the men's will. Then we must to believe that God will make What is necessary to realize his sovereign will at this world lost. There is no doubt in our hearths about this purpose. In fact, God will bring with him the eternal justice and He will give finish to the kingdom of the darkness.

We waiting that all glourious profecies about the church and rigtheous destiny be completed definetively. Now we already can to see some evidences about this. The terrible increase of the violence, sin, unjustice, terror, murder, wars, poverty and others signs, have demonstrated that already live the last times.

What we are waiting for to receive Jesus in our hearths? What are doing to take many lives at Jesus. Today is a time of the oportunity. Tomorrow can be too much later!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

CAPÍTULO I : O BOMBARDEIO E OS REFUGIADOS (CONTINUAÇÃO 2)

CAPITULO I : O BOMBARDEIO E OS REFUGIADOS ( CONTINUAÇÃO)
O Dr Scot, como sempre muito reticente, deixava comentários para depois. Os seus amigos o respeitavam não apenas pela sua vetusta cabeleira grisalha, mas também por seu profundo conhecimento e experiência médica.

Muito compenetrado no que fazia, Scot evitava se envolver em demasia com drama dos feridos e moribundos que infestavam os leitos. Não que ele fosse desumano, mas porque como médico em uma situação crítica como aquela, se se envolvesse emocionalmente com os pacientes seria ainda mais doloroso.

Embora recebesse duras critícas e fosse taxado de insensível e calculista, ele proseguia seu trabalho sem se importar com opiniões alheias e, como ele mesmo dizia, que nada podiam acrescentar.

O mais óbvio em Scot é que ele sabia o que estava fazendo. Graças a ele, muitas vidas foram salvas da morte, fato que era tratado com grande consideração pelos demais médicos e enfermeiros que faziam parte da equipe.

Todos os dias daquele acampamento hospitalar eram muito movimentados. Os desdobramentos médicos no afã de buscar todos meios possíveis em condições extremas eram verdadeiros atos de heroísmo e jamais seriam esquecidos por todas as vidas salvas pela competência e denodo de todos os profissionais envolvidos naquele teatro de guerra.

Naquele lugar ermo e distante da civilização muitas vezes se tinha uma sensação de isolamento e desamparo. A depressão muitas procurava encontrar lugar em alguns corações. As lembranças da civilização e algumas reminicências benfazejas que em algum momento ou outro surgiam na mente era uma verdadeira tortura para aqueles homens e mulheres absortos em seus trabalho.

Na tentativa de se exorcizar tais lampejos de memória, procurava-se sempre que possível tirar alguns momentos de desabafo em conversas francas e rápidas ou mesmo cantarolar para de alguma maneira procurar se manter lúcidos e afeitos ao seus verdadeiros objetivos alí.

Swanson sempre diziam aos amigos que um homem despreparado para tais situações ou se mataria ou ficaria louco. Enfrentar a crueza e a miséria humana em seu grau extremado não é coisa para reles mortais.
- É preciso ter estômago meu caro Lewis, dizia Swanson.
_ Nunca que pensei que estaria em tais condições.
_ Quando estamos na Universidade não nos passa pela cabeça que tipo de situações iremos enfrentar na vida.
_ Jamais pensei que um dia estaria envolvido em um conflito sangrento como este.
_ Muitos dos meus amigos, hoje, estão atendendo em bons consultórios e ganhando muito dinheiro, e, nós aqui sujeitos a todo tipo de visões do inferno.
_É horrivel.Lewis como de costume assentia com a cabeça como que concordando com Swanson. E às vezes arriscava um ou outro comentário:
- É bem verdade que os seus amigos estão ganhando muito dinheiro Swanson. Mas a vida não é só dinheiro.
- Apesar dos pesares temos um pouco de emoção.
-Um dia estaremos na varada de nossa casa, deitados em uma preguicosa rede acercados de netos e poderemos cheios de orgulho relatar para eles que valeu apena ter vivido tal aventura.
_ E com toda certeza ele nos olharão como heróis anônimos, os quais valem apena ser imitados.É claro que sim Lewis. Eu também penso assim, disse Swanson:
_ De que vale a vida sem emoções.
_ Muitos homens passam pela vida mas poucos de fato vivem, acrescentou.

REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO


“Vamos rever nossas posturas e idéias para uma nova perspectiva: tirar a criança da sua posição de objeto (dos pais, da escola, das teorias, do Estado) e deixar que ela ocupe sua posição de direito, que é a de ser um sujeito em seu momento específico de vida”.( Damazio, 2004, pág 8).


O texto em foco aponta para a necessidade de compreendermos a infância como um momento ímpar na vida de um indivíduo. A criança dentro dessa nova visão pedagógica não é mais o “joguete” dos pais. Deve ser tratada como sujeito de direito, salvaguardando-se e respeitando-se sua posição de existência como pessoa, evitando-se dessa forma sua coisificação.


Enquanto ente de direito inalienável, a criança precisa ser compreendida, segundo o autor, como em seu momento único. Carecendo da compreensão e de cuidados específicos para o seu desenvolvimento sadio como ser humano inserido na sociedade.


É necessário tomar o devido cuidado para que comportamentos normóticos e agressivos não criem entraves para essa urgente necessidade de compreensão da infância como uma época de singular oportunidade de fomentar na criança padrões salutares de existência. Contribuindo, desse modo, sobremaneira, para a melhoria de nossa sociedade e da desconstrução de formas de pensar truncadas, inconseqüentes e, sobretudo, reprodutoras de normose.


“Dentre as muitas preocupações que cercam o homem moderno deve figurar com certa ênfase a do respeito à criança. Não porque elas representam o futuro: mas porque elas são o presente. O seu presente de criança. A negligência com o presente pode significar a inexistência de futuro.O respeito começa pelo reconhecimento da autonomia do outro, que no caso da criança se traduz nos seus meios de apreender o mundo, de sentir seus limites, seus potenciais, seus desejos e fantasias. Nos só podemos reconhecer essa autonomia se tentarmos entender como funciona esse sujeito chamado (por nós) de criança” (Damazio, 2004, pág.9).


O autor enfatiza a importância de se respeitar a criança como sujeito existente no mundo, existente no tempo e no espaço, ocupando um lugar de existência presente. Considera um grande equívoco tratar a criança como um representante do futuro.


Devemos entender que a criança vive o seu presente como ser. A consideração deste fato é importante para tratar os assuntos referentes à infância com mais relevância. O fato é que se a criança não viver o seu aqui e agora, não usufruí-lo em companhia de seus pais, seus coleguinhas em ambiente escolar, interagindo com eles, criando conexões perduráveis com o próximo em seu cotidiano, pode ter o seu futuro comprometido.


Os exemplos da falta de respeito ao tempo da criança e a desconsideração desse período crucial na formação da própria personalidade do indivíduo são notórios em nossa sociedade. Existem crianças que não tem tempo para serem crianças. Adultizadas precocemente para realizar tarefas domésticas ou até mesmo para enfrentar a dura rotina de canaviais e fornos de carvão Brasil afora, muitas crianças não tem sequer presente, quanto mais futuro.


“O fato de a criança ser indefesa e dependente é comum e ingenuamente traduzido e confundido por inferioridade, imaturidade e outros sinônimos do gênero. Fazemos com a criança o mesmo que o colono europeu com os índios: reduzimos suas peculiaridades à nossa visão” ( Damazio, 2004, pág. 22).


A criança é de certo modo desqualificada como ser pelo universo adulto. Muitas vezes considera-se os pequenos como bibelôs, quase como animais de estimação cujo existência deve gravitar no espaço de interesse e caprichos dos adultos. Em alguns casos a personalidade da criança é embotada sem se levar em consideração os aspectos emocionais e humanos existentes no infante.


Assim como os colonos europeus submeteram os povos dominados às suas idéias e concepções que julgavam corretas conforme a sua visão, o autor argumenta que se cometem as mesmas atitudes quando se reduz a criança a uma vivência vazia e anulada de sua própria visão de mundo particular.


Submeter a criança a esse extremo e subordiná-la as nossas concepções à custa de imposição e castração de sua vontade ou ainda, reduzi-la a um ser inferior, ingênuo e servil que pode ser controlado por meio de ameaças e castigos é ainda mais aviltante.


Seu mundo, suas formas de ver mundo, de senti-lo e apreendê-lo, e de relacionar-se com esse mundo é diferente da do adulto. A infância é marcada pela tensão desse ajustamento contraditório. A criança não é melhor ou pior que o adulto, ela é diferente” ( Damazio, 2004, pág.24).


O mundo da criança é muito mais colorido e iluminado que o nosso. A criança enxerga o mundo e as coisas que nele existem de uma forma muito mais sensível, táctil e sensorial que os adultos. Tentar fazer com que ela viva o nosso mundo deslocando-a do se próprio tempo é uma violência inimaginável. Deve ser entendido que o ajustamento da criança ao nosso mundo adulto se dá aos poucos.


Os saltos que a criança dá em direção de novas descobertas se dá gradualmente e, pode diferir de indivíduo para indivíduo. Não é pelo fato da criança estar em um estágio diametralmente oposto ao nosso que ela deve ser considerada inferior. Ela está apenas em seu tempo. Como nós também um dia estivemos nesse tempo. Portanto, devemos considerar a diferença, não se ela é inferior ou não aos adultos.


“O que normalmente ocorre, então, é a criança ser condicionada para a participação, como objeto manipulável e não como sujeito. Ora, nossa prática adulta vai na direção oposta: a criança é massacrada pelo discurso adulto ( “não faça isso”... , “ faça assim”... , “você é isso”... , “você é aquilo”... , “isso é assim”... , ou assado” – sem argumentos, sem diálogo, sempre sob a autoridade e a força). (Damazio, 2004 , pág 27).


Discurso autoritário, imposição e a arbitrariedade, em geral, são os aspectos mais perceptíveis no lidar de muitos pais em relação aos seus filhos. Em alguns casos até mesmo usa-se de expedientes violentos e agressivos para se obter a submissão completa.


Tais comportamentos estereotipados são mais comuns do que se imaginam em nossa sociedade. Fruto de uma sociedade que reproduz comportamentos normóticos, a violência contra menores (simbólica ou real) continua a ser perpetuada deliberadamente. A criança, sem qualquer chance de se defender de tais abusos, sofre as conseqüências de atitudes canhestras e destituídas do senso de respeito ao menor como ser humano – sujeito de direito.


“A família é o primeiro microcosmo da criança, seu primeiro contexto referencial e o primeiro elemento”fazedor” de sua cabecinha. Muitas vezes o meio familiar é mais hostil à criança do que a própria sociedade” ( Damazio, 2004, pág. 28,29).


Muitas crianças em vez de encontrar na família um porto seguro, se deparam com a realidade do abuso, da agressão e da morte. A violência doméstica é um dado preocupante em nosso cotidiano e o número de casos está longe de diminuir.


A desintegração da família nuclear, a ausência de tempo dos pais para cuidar de seus filhos aliados a outros agravantes como alcoolismo e desemprego, geram danos irreparáveis à manutenção da estabilidade dos lares e criam entraves significativos à vivência familiar.


Esse desequilíbrio produzido por problemas sociais e econômicos unidos a uma cultura de violência de longa data, fazem com que os indicadores de crimes cometidos contra a criança e o adolescente sejam intensificados. Qual uma espiral sem fim, um problema dá a luz a outro problema, um abismo chama outro abismo, tornando difícil a convivência e a manutenção de um cultura de paz e não agressão entre os indivíduos que compõem a sociedade.


“ A escola tanto reproduz os padrões vigentes como cria espaços para novas alternativas. A escola se tornou burocratizada e comercial. E a criança é antes uma série de dígitos na contabilidade escolar do que sujeito de um processo singular de aprendizagem” (Damazio, 2004, pág. 32)


A escola reproduz os aparelhos ideológicos de dominação, perpetuado deta forma o status quo na sociedade. Presa a dogmas e estruturas pedagógicas arcaicas e entregues à caducidade, prende-se ainda a modelos de ensino tradicionais da idade média, recusando-se na maioria das vezes realizar uma transição necessária para um universo de ensino mais afeito às realidades de um século em constante devir.


Enquanto, por uma lado, a escola tradicional reluta em se adequar para acompanhar o curso da modernidade, por outro lado, tende a adotar o discurso capitalista de mercado, fabricando um estrutura comercial e burocratizada que vê os alunos como algarismos em sua contabilidade numérica. Este é o perigoso caminho da banalização dos indivíduos como pessoas, da coisificação do ser humano em função da busca por uma ideologia numericista ditada pela cartilha do neoliberalismo.


Quando se perde o senso de humanidade dos indivíduos, acaba-se por negligenciar a alteridade. O fato incontestável de que como indivíduos nos vemos em outros indivíduos porque somos semelhantes, próximos uns aos outros.


Portanto, a perda destes valores gera um hiato não apenas educacional, como também civilizacional. Como fazemos parte da civilização humana, somos de fato afetados pela mudança de paradigma dos tempos e a adoção de métodos equivocados de produzir cultura em detrimento da pessoa humana.


“Os meios de comunicação e a tecnologia modernas modificam o brinquedo, as concepções de brincadeira e a fantasia da criança” ( Damazio, 2004, pág.36).


O advento da Revolução Industrial trouxe várias vantagens para a sociedade, mas não devemos nos esquecer que junto com as vantagens vieram também desvantagens grandíssimas. Antes de toda essa tecnologia existente em nosso tempo as brincadeiras eram outras.


O que aconteceu é que o progresso da tecnologia e a produção industrial de brinquedos em grande escala roubou da criança a capacidade de criar, de se reinventar em seu próprio mundo imaginário produzindo a sua própria brincadeira. Enquanto o mundo da criança é roubado por tais invenções lúdicas tecnológicas, o universo infantil se empobrece de significados e de ligações com o mundo real.


Em suma, a criança não é penas roubada de sua capacidade criativa, como também de sua própria ligação com o imaginário infantil repleto de criatividade, que passa a ser ideologizado e controlado por interesses meramente comerciais.


Agora quem povoa as mentes infantis não são mais os personagens da literatura e da tradição oral nativa, e, sim, os ícones inventados por Holywood como Homem Aranha, He Man, THE SIMPSONS entre outros. Com isso a cultura e a própria educação de modo geral perde terreno para fórmulas sem conteúdo, mas com grande poder de sedução e controle das massas.

NÂO À PIZZAS E ÀS MARMELADAS


Ser brasileiro já não é uma tarefa fácil. Imagine temos que aturar as cenas tragicômicas de nosso palco político atual repleto de figurinhas conhecidas nossas de longa data. Assistimos aos mesmos capitulos de sempre e nos perguntamos de novo se dessa vez os protagonistas irão mesmo sofrer algum ônus por seus crimes ou se tudo acabará em pizza.


O julgamento dos mensaleiros está sendo denominado como um feito histórico em nossa nação. A imprensa falada e escrita tem feito questão de dar destaque e de revelar todos os detalhes dos bastidores do tribunal para que ninguém fique desinformado desse acontecimento.


Se os mensaleiros serão punidos ou não o tempo dirá. Mas, não deixamos de lado o nosso velho desconfiômetro de cachorro magro ligado no máximo, porque depois de tantas pizzas só mesmo vendo para crêr.


De tanto vermos ao longo dos anos que no Brasil só vai para a cadeia pobre e que os ricos sempre dão um jeitinho de escapar da condenação. O brasileiro parece conformado com a possibilidade de se repetir as mesmas e conhecidas manifestações de clemência de nossos magistrados, que de imparciais e insentos não têm nada.


A Lei no Brasil só funciona para os magnatas. Enquanto a Justiça é cega para o pobre, parece caolha ou zarolha para os poderosos que podem se valer de uma poderosa e cara banca de advogados que farão das tripas coração para absolver os seus clientes.


Eu acho que advogado que se prezasse e amasse sua profissão, não o dinheiro, deixasse de defender canalhas. No entanto, nem todos têm a mesma visão. Para uns o dinheiro é muito mais importante do que caráter e honradez. O que é lamentável.


Mas, enquanto os nossos supremos magistrados da alta corte brasileira não baterem o seu martelo com a sentença definitiva, ficaremos na expectativa e pedindo a Deus que a sentença seja de fato justa. Caso contrário, estaremos assistindo o axincalhe de nossas instituições e a desmoralização completa do Estado de Direito.


Se de fato existe justiça neste país e homens dignos para aplicá-la segundo a equidade e a sensatez, essa é a hora de se provar isso a todos nós. De outra maneira estaremos certos que tudo no nosso País só acaba em pizza e em outras coisas mais...